Redação Publicitária II

14/09/2006 12:05

Jingle Bala de Leite Kids

Jingle Bala de Leite Kids
Criação: Renato Teixeira, Sérgio Mineiro e Sérgio Campanelli
Ano: 1978
Produção: MCR

Muito popular na década de 80, este jingle foi criado com o objetivo de passar a idéia do ritmo de um baleiro rodando, sugerindo o ato de escolha das balas, em que a Bala de Leite Kids deveria ser a preferida.

Letra:
Roda, roda, roda baleiro, atenção!
Quando o baleiro parar, põe a mão.
Pegue a bala mais gostosa do planeta,
Não deixe que a sorte se intrometa.
Bala de Leite Kids, a melhor bala que há.
Bala de Leite Kids, quando o baleiro parar.

Para ouvir, acesse o link abaixo e clique no símbolo da nota musical à direita.

http://www.infantv.com.br/kids.htm
enviada por Flávia



14/09/2006 11:34

Marcos da Propaganda - por Carlos Franco

"O primeiro sutiã pode não ser nenhuma Brastemp, mas desce redondo", copyright O Estado de S. Paulo, 25/05/03

"Veja, ilustre passageiro, o belo tipo faceiro que o senhor tem ao seu lado. E, no entretanto, acredite, quase morreu de bronquite, salvou-o o Rhum Creosotado.’ Os bondes, com raríssimas exceções como o que liga o centro do Rio de Janeiro ao bairro de Santa Tereza, passando pelos arcos da Lapa, já não circulam mais nas principais cidades do País. Nem o Rhum Creosotado, do farmacêutico Ernesto de Souza (1864/1928), pode ser encontrado nas farmácias e casas do ramo. Porém, os versos ficaram, resistiram ao tempo. Numa enquete realizada pelo portal www.estadao.com.br, foi citado por leitores que navegam na internet. E o que leva um verso, que começou a circular afixado nos bondes e nos postes a partir de 1918, a sobreviver tanto tempo e ao próprio produto?

Para o publicitário Roberto Duailibi, o D da agência de publicidade DPZ, é a memória coletiva, o sentimento de nostalgia de um passado feliz. No caso do Rhum Creosotado, diz Duailibi, há algo mais: ‘São versos de uma simplicidade impressionante. São precisos e, por isso, recitados nas escolas e citados nas rodas de conversa como sinônimo da boa publicidade’. Nem importa, em casos como este, a controvérsia de décadas em torno da autoria dos versos, se de Bastos Tigre, Martins Fontes ou do próprio Ernesto de Souza.

Outro publicitário que adora revirar o baú da publicidade de décadas atrás, Lula Vieira, da V&S Comunicação, acrescenta que a memória coletiva do brasileiro é musical. Por isso, a força até hoje de muitos jingles, como o dos cobertores Parahyba, do maestro Erlon Chaves, ou do Café Seleto, de Archimedes Messina, passando pelos da Varig e o das Casas Pernambucanas.

São propagandas que tiveram como o veículo o rádio e os jornais, portanto, abriram as portas da percepção. Cada um podia encher com imagens próprias, individuais, aquela música coletiva porque até fotos eram raridade.

Lula Vieira tem orgulho de ter buscado um dia o compositor Edson Borges, o Passarinho, para ajudá-lo a compor um jingle de Natal para o Banco Nacional. ‘Nasceu assim, cantarola o publicitário, o ‘Quero ver você não chorar,/ Não olhar pra trás,/ nem se arrepender do que faz...’, e prossegue: ‘O Banco Nacional acabou, mas a cada Natal tenho a satisfação de ouvir nos lábios de muitos esta criação’. Há quatro anos, Vieira pesquisa a música na propaganda e diz que na memória coletiva prevalecem justamente as mais harmoniosas musicalmente, que antes de vender o produto oferecem uma situação a ser lembrada e que emociona o consumidor.
25 anos no ar - A mesma sensação de orgulho de Lula Vieira com o jingle do extinto Banco Nacional experimenta o publicitário Washington Olivetto, da W/Brasil, com as campanhas que criou ao longo das últimas décadas e que fazem parte do imaginário do brasileiro. ‘O slogan ‘O primeiro sutiã a gente nunca esquece’, que criei para a Valisère, é um dos mais usados no País. Aparece em milhares de títulos e virou patrimônio da cultura popular. Isso é maravilhoso quando acontece.’

Olivetto também tem orgulho, que não esconde de ninguém, de figurar no Guinness, o popular livro dos recordes, como criador de uma das campanhas de maior duração da propaganda: a do garoto Bombril. O ator Carlos Moreno, que deu vida ao personagem criado por Olivetto para as famosas lãs de aço, está há 25 anos no ar. Coleciona, como o slogan do produto, mais de 1.001 caras. Tudo a ver com as suas alardeadas 1.001 utilidades.

O cachorrinho da Cofap, que saía em disparada num carrinho de rolimã, é outra propaganda de Olivetto que pouca gente esquece. ‘É um prazer muito grande que uma propaganda, que cumpre o seu papel de vender para o cliente, também possa fazer parte dessa magia que é a cultura popular’, diz Olivetto. Redondo - Já para o publicitário Fábio Fernandes, da F/Nazca, o que dá longevidade a um slogan é sua capacidade de não envelhecer, de surpreender sempre. Fernandes, que criou há sete anos o slogan ‘Skol, a cerveja que desce redondo’, adora quando alguém se surpreende que esta criação tenha sete anos. ‘A sobrevivência é justamente a capacidade de o slogan não envelhecer, de se atualizar constantemente.’

Uma situação que também enche de orgulho o presidente da Talent, Júlio Ribeiro, a agência que criou o ‘Não é nenhuma Brastemp’. O slogan é usado até hoje, passados 13 anos do seu lançamento, e não perdeu a atualidade, renovando-se a cada campanha, embora o sofá da sala esteja em todos os comerciais, exatamente como o sofá da apresentadora Hebe Camargo.

O vice-presidente da Talent, José Eustachio, diz que essa resistência do comercial tem a ver com o fato de a Brastemp ‘falar direto com o consumidor’. Ele gosta de citar também outros duas campanhas criadas pela Talent ainda em cartaz: ‘Os nossos japoneses são melhores que os japoneses dos outros’, da Semp Toshiba, com mais de 12 anos de veiculação, que volta agora no fim do ano, e o de uma camisa que não existe mais, mas cujo slogan ainda é citado por muitos: ‘Bonita camisa, Fernandinho!’ O complemento da camisa é um jingle, criado pela J.W. Thompson, que aparece em qualquer roda quando o assunto é jeans: ‘Liberdade é uma calça velha, azul e desbotada...’

Já uma campanha de consumo de bebida responsável, criada pela DPZ de Duailibi para a Seagram, continua viva na memória. Nela, uma criança fala da sua preocupação com o pai e as lágrimas vão cedendo lugar à alegria porque este sabe beber socialmente. Para Duailibi é esta atualidade que permite à propaganda resistir até ao produto. Que o digam aqueles que nunca pegaram um bonde e vivem a recitar ‘Veja ilustre passageiro, o belo tipo faceiro...’"



enviada por Flávia













http://radioclick.globo.com/cbn/editorias/jinglesinesqueciveis.asp

http://www.kboing.com.br/script/radioonline/pagina.php?p=themes

 Mande um e-mail para mim!